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 Jornalistas para Sempre

Ademir Arnon, pres. ACI

A geração que amadurece neste início de século XXI questiona, com frequência, o papel dos veículos de comunicação e dos jornalistas diante do célere avanço das tecnologias digitais, que proporcionam a qualquer cidadão uma capacidade extraordinária de interagir e de receber e fornecer informações. Esse cenário é inédito na história da Humanidade, mas apenas na proporção. Cada invenção classificada como fabulosa provocou fortes impactos em um primeiro momento, no passado recente ou remoto. Alguns veículos de comunicação, por exemplo, já foram condenados à extinção, caso do rádio. Primeiro foram as TVs, depois as FMs e por último a Internet. Paradoxalmente, é a Internet que está perpetuando o rádio e conferindo-lhe uma qualidade nunca vista. Sintonizam-se rádios por TVs a cabo ou satélite ou nos computadores e smart phones, com qualidade digital, de emissoras de qualquer lugar do mundo. Ou seja, periodicamente a Humanidade fica boquiaberta com suas próprias descobertas e invenções, mas, na essência, pouco muda.

Neste contexto, não falta quem decrete a morte da profissão de jornalista. Blogs, micro blogs, Twitter – tudo é mais rápido que a produção e veiculação de conteúdo jornalístico. Todo cidadão passa a ser potencialmente um jornalista. Em uma palestra recente, promovida pela ACI, o repórter-fotográfico Hermínio Nunes relatou que o tempo para percorrer o trajeto entre o jornal no qual trabalhava e o local de uma ocorrência policial era o bastante para que diversas pessoas já tivessem produzido imagens do fato, a maioria delas com aparelhos de telefonia celular. Quandovoltava ao jornal, entretanto, o material que ele produzira tinha muito mais do que sua apurada técnica, mas revelava um compromisso com a informação, uma visão política (na acepção mais ampla do termo) e cuidados éticos que são exclusivos dos jornalistas.

Ao longo da história desta profissão, tão importante quanto polêmica, não foram poucos os erros cometidos. A Escola Base, em São Paulo, é um exemplo que ilustra a irresponsabilidade e a falta de ética dos envolvidos – e aí tratamos de grandes jornalistas de veículos com grife, em uma das maiores cidades da América. Centenas de outros erros provocaram danos a indivíduos, instituições públicas ou empresas privadas, contudo sem a mesma repercussão.

Todavia, a autocrítica nos ensina e nos faz crescer. O rol de contribuições à sociedade é imensamente maior que os erros. E temos a consciência de que nenhuma tecnologia substituirá o papel social de um jornalista e do quanto necessitamos de uma formação sólida e de autorregulamentação para que nossas funções sejam exercidas com a máxima integridade possível. Quaisquer que sejam as ameaças, desde a censura, violências físicas e verbais ou corrupção, nada nos deterá. Jornalistas para sempre!


 

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