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  Publicado em 29 de Julho

ACI presta homenagem ao Fundador da Imprensa Catarinense na Capital

Foto: Tiago de Oliveira

O fundador  do primeiro jornal de Santa Catarina, Jerônimo Coelho, foi homenageado na manhã desta sexta-feira (28) em Florianópolis. O evento que marca também o Dia da Imprensa Catarinense ocorreu na Praça XV, próximo ao busto do fundador.

A iniciativa faz parte da programação dos 186 anos do surgimento da imprensa no estado e dos 85 anos de fundação da Associação Catarinense de Imprensa (ACI).

O evento contou com pronunciamento alusivo a data  do conselheiro da ACI – Casa do jornalista, Carlos Alberto Ferreira e pelo Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil/SC, organizado pela ACI – Casa do Jornalista, Maçonaria de SC, 14ª Brigada de Infantaria Motorizada do Exército, Instituto Histórico e Geográfico de SC (IHGSC) e pela Academia Catarinense de Letras.

 

Discuso do jornalista, Carlos Alberto Ferreira, Conselheiro da ACI.

Cumprimento especial ao nosso querido presidente da Associação Catarinense de Imprensa, colega jornalista Ademir Arnon. Nosso líder, que tem a missão de concluir brevemente o projeto do Museu da Comunicação Catarinense.

Um espaço referência em nível nacional, seja na qualidade do conteúdo quanto no alto índice de tecnologia agregada.

Vamos ter, com certeza, um ambiente para que as novas gerações descubram a história da comunicação por meios atrativos e, sobretudo, interativos.

Mas o dia é de homenagem. E estamos aqui reunidos para homenagear Jerônimo Francisco Coelho e comemorar, na data de hoje (28 de julho de 2017), os 186 anos de surgimento da imprensa catarinense e os 85 anos de fundação da Associação Catarinense de Imprensa.

Partes da nossa história que por certo estarão incorporados ao grande museu que receberemos em breve.

Alegria enorme em receber esta honrosa missão de falar aqui em nome dos meus colegas e representá-los neste ato solene, num ano em que completo 40 anos de exercício pleno da profissão de jornalista. Começamos em 1977, aos 18 anos, como repórter nos Diários Associados de Assis Chateaubriand e estamos aqui até hoje, procurando honrar esta profissão. 

Profissão abençoada há 186 anos pelo nosso patrono, o lagunense Jerônimo Francisco Coelho, que com apenas 25 anos de idade, fundou na capital Desterro, hoje Florianópolis, em 1831, O Catharinense, o primeiro jornal a rodar na então província de Santa Catarina.

Momento para lembrar destas contribuições do mais importante catarinense no Império, Jerônimo Coelho, cujo busto ostenta esta Praça XV de Novembro, onde estamos hoje.  

Jerônimo Francisco Coelho fundou também, em 1831, a primeira Loja Maçônica, nominada Concórdia, que firmou em terras catarinenses as raízes do Grande Oriente do Brasil. 

Imprensa e maçonaria com a missão de defender a liberdade de expressão, o espírito nacionalista, a consolidação da independência do Brasil. Constituíam instrumentos para vigilância permanente das ações dos governantes.  

O patrono da imprensa catarinense e da maçonaria catarinense, que homenageamos hoje, nasceu em Laguna, em 30 de setembro de 1806. Dedicou a maior parte de sua vida à causa pública até falecer em Nova Friburgo, Rio de Janeiro, em 16 de janeiro de 1860, aos 53 anos.

Poderíamos passar aqui um bom tempo descrevendo uma vida de conquistas e realizações deste catarinense ilustre. Jerônimo Francisco Coelho foi um grande exemplo que ficou para todos nós.

Cabe destacar que foi, além do primeiro jornalista, também o primeiro engenheiro e um grande líder político, atuando como deputado em Santa Catarina.

Foi presidente de Províncias e simultaneamente ministro da Marinha e da Guerra do Brasil, no quarto gabinete ministerial de D. Pedro II.

O primeiro jornal editado pelo próprio Jerônimo Coelho, o Catharinense, nasceu num ambiente político tenso, na passagem dos séculos 18 para o 19, quando era acirrado o questionamento da dominação portuguesa no Brasil.

A semente plantada por Jerônimo Coelho, o seu idealismo, espalhou-se pelo Estado, gerando uma nova consciência crítica dos leitores de jornais que passaram a surgir.

Por consequência, houve a mobilização da sociedade para a defesa de suas aspirações, sempre focada na transparência da administração pública e na vigilância dos princípios éticos e da democracia.

Jerônimo Coelho construiu uma reputação de probidade e comprometimento sobre a qual ajusta-se a construção de sua história. A saúde de uma sociedade democrática, livre e plural depende de jornalistas independentes e de imprensa livre.

Assim, é preciso destacar que ao longo destes 186 anos desde a criação da imprensa catarinense, vivemos muitas experiências e um mundo real hoje com dificuldades para o exercício da profissão.

E o fato de hoje navegarmos na internet, num mundo virtual, somos em muitos momentos reféns da superficialidade, perdemos contexto o senso crítico.  

Porém, há uma crescente nostalgia de conteúdos editados com critério e qualidade técnica e ética. Há carência de conteúdos mais elaborados, reportagens investigativas e que podem mudar o nosso dia.

Eu diria até que é preciso reinventar o jornalismo e recuperar, num contexto muito mais transparente e interativo, as competências e a magia do jornalismo de sempre. Aquele que nos conhecemos lá atrás.

É preciso contar boas histórias, identificar personagens, para não corrermos o risco de os leitores migrarem para conteúdos superficiais na internet. Evitar o perigo de rejeição à mídia tradicional. Necessário ter a consciência da importância do papel que desempenhamos hoje.

Há também a consciência da vigilância que nossas entidades de classe precisam exercer para garantir com que jornalistas, no exercício de sua missão profissional de informar, não sofram pressões, manipulações e intimidações. E sejam sempre valorizados e respeitados. Por suas empresas e pela sociedade.

Em plena democracia, a liberdade de expressão não pode sofrer qualquer tipo de ataque. É preciso que estejamos atentos para enfrentar todos os dissabores e investidas que buscam atacar os pilares da democracia: a liberdade de imprensa.

Há a certeza de que herdamos de Jerônimo Francisco Coelho, o legado para construirmos uma sociedade livre, justa e solidária.

Sempre reafirmando nossa fé nas instituições republicanas e na importância de uma sociedade democrática.

Importante, firmarmos mais uma vez aqui o nosso compromisso de fidelidade cívica e patriótica, no pacto de perseguir o jornalismo ético, independente e de coragem. É preciso recuperar o entusiasmo do “velho jornalismo”. 

O futuro da democracia é incerto e preocupante. O jornalismo precisa recuperar aquela vibração da vida, dos bons personagens, do coração e da alma. Fazer a direrença, mesmo com os avanços tecnológicos evidentes.  

E como disse recentemente em uma palestra na ACI o nosso colega jornalista Carlos Alberto Di Franco:

 “Sem jornalismo não há salvação. Não há democracia sólida, não há humanização das relações, nem exercício da cidadania. O jornalismo é o oxigênio da sociedade”.

 

 

 

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