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  Publicado em 10 de Maio

Aplicativo denuncia ataques contra jornalistas

Foto: Divulgação

O jornal El Universal e a TV Azteca do Grupo Salinas no México estão desenvolvendo o SIP Alert, um aplicativo de celular atualmente em fase piloto, para ser usada por jornalistas dos 1.300 meios de comunicação da América Latina membros da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP).

 

Segundo o Blog Jornalismo nas Américas, o objetivo é usar o aplicativo para denunciar publicamente, em tempo real, qualquer tipo de ataque contra jornalistas, disse David Aponte, vice-diretor editorial do El Universal, ao Centro Knight.

 

Estima-se que, quando estiver operacional entre os jornalistas dos meios de comunicação membros da SIP, poderá espalhar seus alertas para cerca de cem milhões de leitores em mídias sociais, afirmou Daniel McCosh, diretor de informações internacionais e financeiras do Grupo Salinas de México. “A idéia é que as mídias sociais sejam imediatamente ativadas”, disse ele ao Centro Knight.

 

O Blog Jornalismo nas Américas acrescenta que o projeto SIP Alert foi apresentado pela primeira vez na reunião anual da SIP, em outubro de 2016, na Cidade do México. Ricardo Salinas, presidente do Grupo Salinas, e Juan Francisco Ealy Ortiz, presidente executivo da El Universal, o apresentaram.

 

Sobre o aplicativo, Robert Rock, presidente do Comitê de Liberdade de Imprensa e Informação da SIP, disse ao Centro Knight: “O que temos é um círculo virtuoso para amplificar e dar maior visibilidade a essa queixa. É uma queixa que pode chegar às autoridades.”

 

No México, há instituições específicas de proteção para jornalistas que ficariam atentas ao aplicativo, acrescentou Rock, que também é diretor do site de notícias La Silla Rota.

 

O aplicativo está em fase de testes desde março de 2017 no México, e o objetivo é que seja lançado em outubro em Salt Lake City, EUA – durante a reunião anual da SIP – para que os veículos membros na América Latina possam começar a usá-lo.

 

Atualmente, cinco pessoas de quatro meios de comunicação estão testando o aplicativo. Participam neste período de adaptação membros da Organización de Medios Mexicanos (OEM), El Universal, TV Azteca e Vanguardia de Coahuila.

 

O aplicativo será gratuito e estará disponível para smartphones Android e iOS.

 

Sobre o escopo esperado da ferramenta como um método para fazer um grande número de queixas, Martha Ramos, diretora editorial da OEM, disse ao Centro Knight que esperam que o impacto do SIP Alert ajude as autoridades a lidar de forma mais séria e eficiente com casos de agressão contra jornalistas.

 

“O que [a ferramenta] deveria alcançar é colocar em um plano mais alto no espectro da opinião pública o efeito brutal contra a democracia de um país [como o México] que tende a matar ou violentar jornalistas”, enfatizou Ramos.

 

Segundo Aponte, do El Universal, o objetivo é ajudar a SIP a “dar um passo à frente” como uma organização que une os veículos neste contexto de violência contra jornalistas que a região enfrenta.

 

“A ferramenta será muito útil e permitirá que a SIP (…) deixe de ser uma organização que só reage aos ataques contra jornalistas, quando os eventos já ocorreram”, disse.

 

O SIP Alert tem três níveis de emergência disponíveis para jornalistas em perigo. Os jornalistas que o utilizam devem escolher o tipo de ajuda que precisam para emitir seu alerta: apoio nas redes sociais, apoio da mídia e avisos às autoridades.

 

McCosh, do Grupo Salinas, comentou que uma das posições que estão sendo consideradas durante esse período de teste do aplicativo é a figura de um chefe de rede nas redações. Esse chefe centralizaria os alertas recebidos e imediatamente espalharia a notícia nas principais contas do veículo nas mídias sociais.

 

“Nessa primeira etapa, você só pode enviar texto para descrever o alerta, mas estamos pesquisando a possibilidade de subir vídeos e também ter alguma opção de localização GPS”, explicou McCosh.

 

Outra opção para os jornalistas que usarem o aplicativo, disse McCosh, é a possibilidade de fazer um seguro temporário que cubra os dias nos quais vão realizar reportagens em áreas arriscadas. Dessa forma, além de ser coberto pelo seguro, você pode receber protocolos de segurança que o orientam sobre onde precisa ir para fazer o seu trabalho.

 

“Essa opção ainda está sendo estudada”, observou ele.

 

McCosh ressaltou que eles já estão divulgando a hashtag #SIPAlert nas mídias sociais. No Twitter, eles também criaram uma conta SIPAlert para começar a usar quando o aplicativo for lançado em outubro.

 

“SIP Alert pode nos ajudar a salvar a vida dos jornalistas”, disse Aponte.

 

Fonte: ABI

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