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  Publicado em 05 de Dezembro

CCS vai radiografar sistema público de comunicação

Foto: Agência Senado

Na mira do futuro governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), o sistema público de radiodifusão do Brasil terá sua radiografia feita pelo Conselho de Comunicação Social (CCS) do Congresso. Os trabalhos terão início no próximo ano. A primeira reunião será em fevereiro.

 

A decisão de fazer uma análise detalhada do sistema foi tomada na última segunda-feira (3), durante reunião do conselho. “É preciso que a sociedade seja mais bem esclarecida sobre a verdadeira nuvem em que se tornou o debate sobre a radiodifusão pública no Brasil. Eu sei que o sistema EBC (Empresa Brasil de Comunicação), por exemplo, atinge 70 milhões de brasileiros. Muita gente não sabe disso, prevalece uma visão de que o sistema seria irrelevante, o que não é verdade. Vamos fazer uma investigação e subsidiar a sociedade de maneira pertinente”, explicou o presidente do CCS, Murillo de Aragão, à Agência Senado.

Bolsonaro e vários de seus apoiadores já declararam a intenção de extinguir a estrutura da EBC por considerar que é uma despesa inútil para o governo. No fim do mês passado, a Empresa deu início a uma nova fase do Programa de Demissão Voluntária (PDV).

Além da EBC, o CCS vai incluir em seu raio-x a Fundação Padre Anchieta, pertencente ao governo de São Paulo. O estudo incluirá não apenas uma análise da estrutura das duas empresas, mas também detalhamentos sobre suas audiências e seus sistemas de financiamento. Para ajudar nesse trabalho, o Conselho pretende contar com a colaboração do Tribunal de Contas da União (TCU).

A EBC foi criada em 2007 e herdou toda a estrutura da Radiobrás, criada na época da Ditadura. Fazem parte do conglomerado de comunicação a TV Brasil, as rádios EBC (com unidades no Rio de Janeiro, Brasília, Amazônia e Alto Solimões), a Agência Brasil, o Portal EBC e a Radioagência Nacional.

“O futuro presidente reiteradas vezes já declarou que pretende extinguir a EBC, até num desconhecimento da EBC, porque ele fala EBC como se fosse a TV Brasil. Passa a impressão de que ele desconhece que a EBC é composta por várias empresas, porque sempre que ele diz que vai fechar a EBC, justifica que “é uma TV que dá traço de audiência”. Se esquecendo da Agência Brasil, das rádios e da NBR, por exemplo”, acrescentou Aragão.

Fonte: Agência Senado

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