Notícias

  Publicado em 17 de Abril

Exposição "Luci&Ombre"

O fotógrafo italiano Nicodemo Misiti, autor das imagens da exposição "Luci&Ombre" (Luz e Sombra), aberta ao público no Espaço Multicultural do Círculo Ítalo-Brasileiro SC (Praça XV de Novembro, 340, centro, Florianópolis), chega esta semana ao estado e terá encontros com estudantes e pessoas interessadas no trabalho com fotografia. Serão duas as agendas do fotógrafo no Círculo: nesta segunda-feira (17), às 19h, e na terça-feira(18), às 10h.

 

A exposição apresenta fotografias coloridas e em preto e branco realizadas nas regiões da Calábria e do Sul da Itália e está dividida em quatro temas:“Construções-Ruínas”, “Mar”, “Paisagem” e “Tradição”. As imagens revelam aspectos arquitetônicos, históricos, antropológicos e paisagísticos da região.

 

Essa mostra chegou a Florianópolis através do Circuito Sesc de Artes Visuais. Numa parceria com o Círculo Ítalo-Brasleiro, foi inaugurada no dia 05 de abril e permanece aberta ao público até dia 25 deste mês, de segunda a sexta, das 14h às 18h.

 

A exposição integra as comemorações dos 140 anos da imigração italiana no Brasil e abre um diálogo entre culturas tão diversas e complementares quanto a italiana e a brasileira. Correlações e influências podem ser notadas nas tradições e na religiosidade retratadas nas imagens, bem como na sua relação com o mar. Estabelecer esse ponto de contato entre os dois países através da fotografia é um dos objetivos da circulação desta mostra, que percorre o Estado de Santa Catarina desde o ano passado.



Nicodemo Misiti é nascido e vive em Melicucco (RC - Calábria). É formado em Línguas Modernas e Literatura Estrangeira pela Universidade de Messina, área em que atua como professor universitário e pesquisador sobre linguística e história da Calábria. A partir de 1996 começou a trabalhar com fotógrafos e associações fotográficas na realização de eventos e exposições. Participa regularmente em exposições coletivas de fotografia. Várias de suas fotografias foram adquiridas e publicadas em revistas culturais e livros de viagens na Itália. Organizou vários cursos de fotografia na Universidade da Calábria e em diversas associações fotográficas Calabresas.
 


Mais Informações sobre os temas da exposição:



Construções – Ruínas:
Os centros históricos da Calábria: Com a queda do Império Romano no Ocidente, as cidades costeiras da Calábria que tinham visto florescer a civilização grega e romana, o cristianismo bizantino e depois latino, foram despovoadas. Guerras, piratas árabes, malária e a fome, obrigaram os habitantes a recuarem para as montanhas criando novas vilas protegidas, e castelos fortificados.



Mar:
São oitocentos quilômetros de litoral: A Calábria é uma península cercada por três quartos de mar. Os piratas árabes e depois os turcos, fizeram os habitantes abandonarem a costa para se refugiarem nas montanhas. Por um longo tempo, a costa ficou abandonada e as antigas torres costeiras testemunharam este período obscuro. Mas a partir dos anos 800 a costa foi repovoada, os pescadores voltaram a navegar sobre as águas cristalinas daquele mar, como os seus antepassados gregos faziam. Por muitos séculos, o mar representou para aqueles habitantes uma fonte de vida e de trabalho.



Paisagem:
A beleza das Montanhas: A Calábria e a Basilicata possuem belas montanhas pouco conhecidas pelos turistas e talvez por isso, ainda intactas em sua beleza. Caminhando pela montanha do “Pollino”, onde ainda pastam os cavalos selvagens, se pode apreciar paisagem de rara beleza. Do mesmo modo, o planalto de Sila possui belos lagos, como também lugares agradáveis para lazer e campos de esqui equipados.



Tradição 
Festa da Pita (Abete): De origem Alemã (Longobardos), trata-se de uma festa popular antiga realizada sobre as montanhas do Pollino (entre a Calábria e a Basilicata), que ocorre no último domingo do mês de abril. Esta festa está ligada ao culto pagão da Deusa-Mãe. Um grupo de pessoas arrasta do alto da montanha uma grande árvore por meio de força braçal até a sua fixação na praça central da cidade. Representa um antigo rito da fertilidade, significando a abundância dos produtos da natureza, como o vinho. É acompanhado com cantos, danças, sons de gaitas de fole, acordeões e tamborins. Durante a marcha, o grupo interrompe com paradas ao longo do caminho, permitindo que as pessoas que transportam a árvore se refresquem, e os que acompanham, compartilhem o momento de alegria. 

 

0 Comentários




Repita: « 514532
*Seu e-mail não será publicado.
ACI - Associação Catarinense de Imprensa - Casa do Jornalista - Voltar
Facebook - ACI - Associação Catarinense de Imprensa - Casa do Jornalista Twitter - ACI - Associação Catarinense de Imprensa - Casa do Jornalista RSS - ACI - Associação Catarinense de Imprensa - Casa do Jornalista
Artigos
Confira nossos artigos: Veja mais artigos - ACI - Associação Catarinense de Imprensa - Casa do Jornalista
Enquete

Nenhuma enquete no momento

Newsletter - ACI - Associação Catarinense de Imprensa - Casa do Jornalista

Endereço

Av. Hercílio Luz, 639 – 9° andar
Sala 904/905 - Ed. Alpha Centauri
Centro – Florianópolis SC / 88020-000

Contatos

Fone/Fax: (48) 3222.2320
contato@casadojornalista.org
Copyright © 2012 Casa do Jornalista.
Desenvolvimento: Codde Comunicação Digital