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  Publicado em 26 de Abril

O jornalismo político mais perto do público

Foto: Amanda Farias / 4oito

"O jornalista político em transformação - uma experiência transmídia". A palestra do jornalista Upiara Boschi, que esteve em Criciúma na noite desta quinta-feira, ofereceu uma reflexão instigante. "Na hora que eu passo um número de WhatsApp, uma conta de Instagram, eu tenho que estar disposto a conversar com as pessoas, essa é a grande transformação do jornalismo político", disse. Ou seja, quem informa precisa estar preparado para interagir. E aí entra o papel de protagonismo que o público cada vez mais exerce perante à notícia e a quem faz a notícia.

 

"Minha lista de jornalismo político tem quase 400 pessoas de cerca de 80 cidades. Eles leem, interagem comigo e me dão informações, não para eu escrever, mas para ter um cenário muito melhor em relação à política de Santa Catarina", exemplifica o jornalista, que tem uma clara meta de se tornar a referência estadual em jornalismo político, com atenção a todas as regiões do estado e suas peculiaridades.

 

Mesmo com a modernidade, a tecnologia e a velocidade das redes sociais que avançam, Upiara concorda que a mídia tradicional segue tendo espaço, e usou o exemplo de Criciúma, onde a semana marcou o surgimento de um novo jornal impresso, o Tribuna de Notícias. "Vai ter muito espaço para isso. As emissoras de TV tem peso muito grande, falamos com muita gente, eu participo do Bom Dia, Santa Catarina, do Jornal do Almoço, as mídias tradicionais tem um peso. Aqui em Criciúma tem um jornal novo na rua, eu quero que dê certo, mas vamos ter que conviver. Vai ter as mídias de referência e as mídias digitais".

A política em SC

O jornalista vê um momento delicado para o Governo de Santa Catarina. "A gente vive um momento muito complicado. Temos um governo da nova política, o Carlos Moisés que nunca foi político, nunca gerenciou nada muito complexo, mas que tem uma visão de estado por ser servidor público, tem um auxílio da farda da Polícia Militar, dessas forças, o que dá um embasamento. Ele tenta fazer diferente. Eu fico me policiando muito para não usar um olhar cínico, vai que dá certo. Eu analiso o governo mas digo, se está fazendo diferente eu dou aval, se está fazendo igual eu critico", enfatizou.

Ele citou a relação com o Parlamento como uma prova de fogo e, ao mesmo tempo, um importante contraponto. "A grande dúvida é a questão com o Parlamento. A Alesc tem o comando de Julio Garcia, um político experiente e habilidoso que faz um contraponto ao governador. Vamos ver na prática com a reforma, se o Moisés vai conseguir fazer esse governo sem base na Alesc", concluiu.

Upiara Boschi é jornalista político desde 2006 e atua em todas as plataformas para o grupo NSC. Ele palestrou na Acic a convite do Núcleo de Marketing e Associação Catarinense de Imprensa (ACI) - Regional de Criciúma.

Fonte: Portal 4oito, por Denis Luciano e Amanda Farias

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