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  Publicado em 29 de Janeiro

Pandemia aproximou Geração Z das notícias

Crédito: Reprodução

Um estudo da CNN elaborado no segundo semestre de 2020 revelou que a pandemia de covid-19 pode reduzir a distância entre os jovens da Geração Z (nascidos entre 1997 e 2011) em relação aos veículos tradicionais de imprensa.

 

Segundo o levantamento denominado “Geração Z: atraindo a próxima geração de novos consumidores”, a necessidade de estar informados sobre o coronavírus tem deixado esses jovens mais expostos aos meios de comunicação e criado novos hábitos de consumo de notícias entre eles.

 

O desafio agora é manter o novo público e aumentar o alcance dos meios dentro dele. “Os consumidores de notícias da Geração Z preferem acessos rápidos de conteúdo trabalhado e fácil de consumir. O produto não é o problema. É como nós o entregamos e como nosso público mais jovem o encontra: isso deve se adaptar”, afirma a pesquisa.

 

Nos Estados Unidos, esse público compreende aproximadamente 30% da população, mas que tem demandas e hábitos diferentes, mais ligados à tecnologia e facilidade de acesso, aspectos que devem ser observados pelos veículos, segundo afirma a CNN, também com base em dados coletados pelo Instituto Reuters.

 

Veja os direcionamentos dados pelo estudo conforme o que dizem os jovens e o que pode ser feito pelo veículo:

 

1 - “Notícias não são relevantes para mim no dia a dia”

 

Problema - Cobertura infinita dos mesmos temas, relatados da mesma forma.

 

Alternativa - Abranger uma gama mais ampla de temas (arte e cultura, ativismo, LGBTQ +, meio ambiente). Concentrar-se em histórias humanas, pessoais e reais.

 

2 - “Excesso de negatividade nas informações"

 

Problema – Notícias buscam demasiadamente o lado negativo dos fatos e não apontam soluções, nem ações positivas. Injustiça percebida na representação do público nas notícias; favoritismo de certos grupos. Muitas opiniões extremas.

 

Alternativa - Produza histórias que podem inspirar o público sobre a possibilidade de mudança e fornecer um caminho para a ação positiva. Evite a cobertura baseada em estereótipos. Forneça equilíbrio. Tenha cuidado ao dar amplo espaço a vozes que não merecem.

 

3 - “Notícias excessivamente partidárias e interpretativas”

 

Problema - Jornalismo de qualidade deve evitar textos excessivamente opinativos ou inflamatórios.

 

Alternativa - Exponha o público a uma variedade de opiniões. Ofereça interpretações fora do repetitivo e busque não fazer uma divisão entre esquerda e direita excessivamente simplificada.

 

4 - “Tom demasiadamente institucional"

 

Problema – Tom excessivamente sério, institucional, seco e técnico, principalmente para quem pode não estar familiarizado com o tema. Ou é muito sensacionalista chamando a atenção de forma superficial.

 

Alternativa - Concentre-se em histórias mais humanas, toques de informalidade, opiniões honestas (pessoas reais, pontos de vista reais), e comédia ou entretenimento.

 

5 - “Notícias pouco adaptadas às redes sociais onde são compartilhadas”

 

Problema - As notícias nas redes sociais redirecionam o usuário para o site do veículo, e nem sempre estão alinhadas com o conteúdo, formato e estilo das plataformas de mídia social.

 

Alternativa – O layout das notícias pode imitar o estilo das plataformas. Use uma plataforma para entender como o público se envolve com os temas. Crie experiências nativas para dispositivos móveis e plataformas sociais. Incorpore essas ideias em seu site e aplicativo.

 

6 - “Falta de atribuição de fontes"

 

Problemas - As notícias aparecem nas redes sociais sem que sejam atribuídas a uma fonte.

 

Alternativa - Seja o mais transparente possível sobre fontes. Chame a atenção para a confiança e qualidade da sua marca, especialmente em plataformas de terceiros como o Facebook.

 

7 - “Formatos pouco amigáveis"

 

Problema - Algumas notícias exigem muito esforço para compreensão. O conteúdo e a entrega têm sido menos envolventes do que em outras mídias mais divertidas.

 

Alternativa - Faça a experiência parecer mais fácil e acessível como na Netflix. Seja claro e direto para explicar histórias complexas, de forma aprofundada.

 

 

Fonte: Portal Imprensa

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