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  Publicado em 23 de Julho

Pesquisa detalha o potencial de crescimento dos podcasts no Brasil

O interesse da audiência por podcasts, em especial os de conteúdo jornalístico, cresce de forma acelerada no Brasil – há mais de 2 mil programas ativos no país, segundo a Associação Brasileira de Podcasters (ABPod). Dentro dessa tendência, recente pesquisa do Ibope Inteligência, segundo relata o site Propmark, detalha como desperta o interesse dos brasileiros em relação ao esse tipo de narrativa digital, ajudando os publishers a traçar suas estratégias para conquistar e engajar ouvintes.
 
O estudo foi apresentado no mês passado durante o seminário “Na Onda dos Podcasts”, realizado em São Paulo pela Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e Associação Nacional de Jornais (ANJ). A pesquisa mostra que, apesar de ser um fenômeno recente, os podcasts são de conhecimento de uma grande parcela dos brasileiros, e muitos deles já incluíram em suas rotinas o hábito de ouvir esse tipo de programação. Entre os pesquisados, 40% disseram que já ouviram um podcast. Ou seja, 4 em cada dez brasileiros já escutaram algum programa de áudio pela internet. São cerca de 50 milhões de pessoas.
 
Mas há ainda uma clara necessidade de divulgação sobre os programas existentes e as vantagens desse tipo de narrativa disponível no meio digital: 28% afirmaram que ainda não ouviram um podcast, e 32% não sabem o que é. Além disso, há uma grande diferença de entendimento sobre o que é podcast para quem consome e para quem cria. “O Brasil é um país muito plural. É mais do que necessário, é urgente conhecer e entender de forma mais aprofundada a questão dos podcasts no país”, disse Patrícia Pavanelli, diretora de contas e opinião pública, política e comunicação do Ibope Inteligência, que apresentou o levantamento.
 
O estudo, segundo o Propmark, mostra que, a partir de dados gerais sobre o consumo de internet no Brasil, o internauta brasileiro em geral é mais escolarizado, mais jovem e tem uma renda maior em comparação com a população no país. Quem conhece e ouve podcasts contou que usa o formato para ter informação e entretenimento de modo informal e descontraído, informou o Propmark. No aprendizado, o destaque ficou para outros idiomas, como o inglês, e a parte de entretenimento com conteúdos relacionados a filmes, séries, assuntos geeks, músicas e livros. A preferência é por conteúdos curtos – até 15 minutos -, objetivos, com conteúdo interessante e relevante.
 
Boa parte dos entrevistados que ouvem podcasts, conforme o Propmark, afirmou que gosta de convidados com conhecimento sobre o assunto em debate no programa. Outro ponto nesse quesito foi a percepção sobre a qualidade técnica do material: a gravação precisa ser boa e o público não gosta quando várias pessoas falam ao mesmo tempo. A pesquisa também se debruçou sobre hábitos de consumo. Em relação à frequência, os dados apontam que 43% dos respondentes não escutam com periodicidade. O restante escuta três vezes por semana (19%), duas vezes (11%) e uma vez (13%). Outros 5% ouvem uma vez a cada 15 dias e 8% apenas uma vez por mês.
 
Os entrevistados reforçaram ainda, relatou o Propmark, o caráter democrático do formato, que pode ser baixado e compartilhado. “Apesar de não haver uma frequência definida, a pesquisa mostrou que eles gostam de saber que o conteúdo está disponível naquele dia e horário, que podem acessar quando quiserem”, disse Patrícia Pavanelli. Os smartphones são o canal preferencial dos ouvintes de podcasts (75% das escolhas), sendo esse público de 25 a 34 anos (80%) e de 16 a 24 (78%). Em seguida aparece o computador, com 40%, e o tablete, com 8%.
 
A programação do seminário, que contou com o apoio da ComSchool, teve ainda a presença de podcasters que já desenvolvem trabalhos reconhecidos. O painel “Podcasts: uma estratégia editorial de sucesso” contou com Rodrigo Vizeu, editor do “Café da Manhã”, Cris Fernandes, criadora e host do podcast “Ideias Negras”, Bárbara dos Anjos, jornalista e podcaster, e Thiago Theodoro, head da Capricho, que apresentam o “Estamos Bem?”. A conversa foi moderada por Alan Gripp, diretor de redação jornal O Globo. O evento também teve um Momento ComSchool, e os painéis “Podcast: um mercado em potencial crescimento” e “Podcast: qual o melhor caminho a seguir?.
 
Fonte: ANJ

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