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  Publicado em 22 de Dezembro

Prêmio de Reconhecimento por Trajetória Cultural Aldir Blanc SC

A Fundação Catarinense de Cultura (FCC) divulgou dia 18 de dezembro de 2020 a lista de vencedores do “Prêmio de Reconhecimento por Trajetória Cultural Aldir Blanc SC”, realizado mediante edital público com recursos provenientes da Lei federal Aldir Blanc. Entre os premiados, inclui-se o jornalista Mário Xavier, associado da ACI e integrante do Núcleo de Escritores da Associação, que obteve o reconhecimento na categoria “Literatura, Livros e Leitura”.

 

A Comissão de Avaliação da FCC analisou a trajetória de Mário Xavier preponderantemente com base em sua contribuição à sociedade catarinense como autor de livros, editor de obras para terceiros e ex-articulista do caderno de cultura “Anexo”, do jornal A Notícia, de Joinville.  O conjunto de outras de suas atuações, entretanto, foi também levado em conta, conforme previsto no Edital. Em paralelo à sua carreira no jornalismo e como primeiro ombudsman de imprensa da Região Sul do Brasil, por exemplo, Xavier também atuou como consultor e assessor de entidades e eventos culturais, é redator premiado de “cases” promovendo a cultura catarinense, além de outras realizações desenvolvidas ao longo de 35 anos de vida e trabalho dedicados a Santa Catarina, onde se radicou em dezembro de 1985.


“Minha trajetória é eclética e diversificada. Trilhei vários caminhos e realizações dentro do conceito mais amplo de cultura. Para mim, autoconhecimento e participação social e cultural são processos simultâneos e inseparáveis, fundamentais para o aperfeiçoamento humano e para a criação de uma cultura de paz ética, criativa, plural e democrática”, afirma Mário. Aos 16 anos, conheceu em Blumenau a redação do Jornal de Santa Catarina, o "Santa", através do seu diretor Nestor Fedrizzi: “Ele me apresentou seu conceito de uma imprensa livre, numa época em que o país vivia uma ditadura. E me mostrou todo o funcionamento do dia a dia de um jornal”, relembra.

 

Aos 18 anos, em 1974/75, foi selecionado pela ONG internacional AFS Intercultura para uma bolsa de estudos de um ano nos Estados Unidos, em New Jersey, onde estudou Desenho, Escultura, Literatura inglesa e americana, Arte do Cinema, Sociologia, Psicologia e Antropologia. Ao mesmo tempo, usufruiu da proximidade com New York City e tudo que aquele grande centro tinha a oferecer em termos culturais. Na volta dos EUA, concluiu sua graduação superior em Comunicação Social, com ênfase em Jornalismo, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. “Foi a forma que intuí de exercer um ofício profissional que me permitiria transitar por diversas áreas da sociedade, dando continuidade ao meu aperfeiçoamento humano, intelectual, psicossocial e cultural no sentido amplo”, afirma.

 

Atuando em Jornalismo desde 1980, foi consolidando as bases de produção textual e experiências de vida que o vincularam continuamente a realizações culturais em Santa Catarina, no Brasil e no exterior, para onde fez duas grandes viagens à Índia e alguns países da Europa, em 1988 e 1993. “Tudo isto somou ao caldo que me lançou à literatura primeiro como articulista, depois como autor de livros a partir de 1992; e, na sequência, me levou a atuar também como editor de obras de terceiros, a partir de 2015”, explica.

 

Nestas mais de três décadas de trajetória cultural em Santa Catarina, foram inúmeras conquistas, cada uma em seu momento: “Todas tiveram muita importância para a construção de minha carreira, no entanto, destaco duas, particularmente na área de Literatura – o meu livro premiado em 2013 pelo Edital Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura e incentivado pela Lei Rouanet: `O Coronel Freitas e a Colônia Militar de Chapecó – Os primórdios de Xanxerê e a colonização do Oeste Catarinense´; e a obra `Polo Tecnológico de Florianópolis: origem e desenvolvimento´, lançado em 2010, também com incentivo do Ministério da Cultura, que fez uma recuperação histórica de Florianópolis desde o começo do século e foi prefaciado pelo reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, Dr. Alvaro Prata.

 

Três dos livros de Mário Xavier tiveram a característica de projetos culturais e sociais que beneficiaram o público catarinense e nacional por meio de doações de exemplares, especialmente a bibliotecas municipais, estaduais, de escolas, faculdades e outras instituições. Além do Prêmio Elisabete Anderle, em 2013, o autor conquistou outras quatro premiações na área de Jornalismo: duas catarinenses (BRDE e FIESC) e duas nacionais (Sucesu e Serpro).

 

No campo da Cultura conhecido como “crítica de mídia e defesa do leitor”, recebeu uma Moção de Aplauso da Câmara de Vereadores de Florianópolis, em 1996, pelo seu trabalho como ombudsman de imprensa em Santa Catarina, no Jornal “A Notícia Capital” (ANC), motivo pelo qual também foi reconhecido com o troféu “Mago de Ouro”, premiação inspirada no pesquisador e escritor ilhéu Franklin Cascaes. Seus novos projetos literários incluem um ensaio biográfico sobre a vida e a obra do filósofo e escritor catarinense Huberto Rohden (1893 - 1981), e um livro de memórias e crônicas sobre a sua própria trajetória de vida, trabalho e inserções culturais.

 

Sobre o Prêmio

Segundo a Fundação Catarinense de Cultura, o objetivo da premiação é valorizar a trajetória dos trabalhadores e trabalhadoras da cultura, artistas, artífices, mestras, mestres, grupos, coletivos, instituições artísticas e culturais e pontos de cultura, entre outros entes atuantes no território catarinense que tenham prestado significativa contribuição ao desenvolvimento artístico e cultural de Santa Catarina.

 

O Prêmio de Reconhecimento por Trajetória Cultural Aldir Blanc recebeu inscrições em todas as 20 categorias propostas, com candidatos de 118 municípios catarinenses. Foram realizadas 1.620 inscrições, sendo que 1.109 cumpriram todos os requisitos dispostos no Edital, e 703 inscritos foram premiados. A aplicação das regras previstas no Edital foi vital para a transparência do certame, que teve como base a Lei nº 8666/93.

 

A realização do Prêmio contou, ainda, com o apoio do Conselho Estadual de Cultura de Santa Catarina (CEC-SC), Controladoria-Geral do Estado de Santa Catarina (CGE), Controladoria-Geral da União (CGU), Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina (TCE), Ministério Público de Contas de Santa Catarina (MPC-SC), Secretaria de Estado da Casa Civil (SCC) e Secretaria de Estado da Fazenda (SEF).

 

(fonte: https://www.cultura.sc.gov.br/noticias/22863-premio-de-reconhecimento-por-trajetoria-cultural-aldir-blanc-sc-conheca-os-contemplados )

 

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